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A maioria das pessoas apoia o movimento MeToo. Mas será que os locais de trabalho estão mudando de verdade?

January 25, 2019

 

O movimento MeToo continua gerando enormes movimentações nas redes sociais e aumentaram a consciência acerca de assédio sexual e má conduta. Mas será que transformaram positivamente os locais de trabalho? Causaram melhoras salutares e duradouras nas empresas?

 

Os líderes precisam realmente se comprometer de forma ponderada e deliberada às mudanças culturais — e não apenas implementar medidas para combater a disparidade salarial — para reduzir de maneira sustentável e considerável o assédio no local de trabalho. Comportamentos perturbadores são mais frequentes em culturas em que atitudes erradas não são condenadas.

 

Os líderes devem criar ambientes em que as pessoas se sintam seguras para denunciar comportamentos inadequados. Além disso, devem ter certeza de que as questões serão tratadas de maneira justa e eficaz. Estas são as três formas pelas quais as empresas têm garantido essa certeza no ambiente de trabalho:

Criar sistemas de avaliação que responsabilizem os líderes. Uma boa medida consiste em avaliar os gestores acrescentando perguntas relacionadas a assédio às pesquisas de clima organizacional. Por exemplo, as funcionárias poderiam ser questionadas sobre sua concordância com as seguintes afirmações:

• Se eu fosse assediada, tenho certeza de que poderia denunciar o ocorrido com segurança e que seria tratada com respeito e justiça.

• Os líderes em meu departamento garantem que não tolerarão assédio ou abuso de nenhuma forma.

• Se eu sofresse risco de assédio, tenho certeza de que meus colegas de trabalho interviriam em minha defesa.

 

Ser defensor da mudança. Os líderes e os colaboradores influentes devem ser incentivados a se tornarem voluntários como paladinos da luta contra o assédio e má conduta. A presença de líderes de todos os níveis encabeçando a campanha mostra que eles levam a sério seu papel na resolução do problema, demonstra compromisso e gera confiança de que as iniciativas da empresa não são isoladas e que não se limitam a promessas.

 

As pessoas precisam saber como praticar coaching e mentoring, bem como interagir com sem causar desconforto ou correr o risco de acusações falsas. É preciso ensinar os colaboradores a lidarem com situações desconfortáveis bem antes de chegar a um caso de assédio ou má conduta. É necessário simular o processo de denúncia, incluindo como documentar, denunciar e escalar um problema, bem como cases anônimos com histórias de assédio sexual que são investigadas, adjudicadas e resultam em punição.

 

É preciso reconhecer que a eliminação do assédio e da má conduta requer uma abordagem multifacetada. Essas estratégias são úteis, mas precisam integrar um esforço maior. Se os líderes não forem responsabilizados, se não houver em toda a empresa pessoas responsáveis por liderar a mudança, com as habilidades práticas necessárias para lidar com os problemas, não haverá mudanças duradouras. O movimento MeToo trouxeram luz para o assunto. Agora cabe aos líderes tirar proveito desse progresso.

 

 Cristina Cruz

Managing Patner  - TalentShip

 

Fonte: Harvard Business Review

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