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Ser Humano e Ser o Sustento da Organização

March 27, 2018

Observando o contexto em que as organizações atualmente se integram é fácil perceber que não lhes basta serem dinâmicas, terem uma visão global e desenvolverem uma estratégia competitiva. É necessário que reconheçam que a sua sustentabilidade a prazo não poderá deixar de ter em conta a pessoa, ou seja, o fator humano. 

 
O fator humano condiciona todas as dimensões do negócio, Conscientes disto, muitas organizações de renome internacional têm como objetivo não só atrair os melhores dos melhores, mas sobretudo investir para que estes continuem a desenvolver-se como pessoas e a contribuir ativamente para o crescimento do negócio.

 
A melhor forma de desenvolver os colaboradores é facultar-lhes percursos de aprendizagem personalizados e diversificados, considerando que cada indivíduo é único e irrepetível e deve ser olhado de forma holística. Não é por acaso que as oportunidades de aprendizagem e de valorização pessoal e profissional são, a par com a integridade da organização, os atributos mais valorizados pelas novas gerações quando descrevem o que consideram um “bom ambiente de trabalho”.

 

O coaching é uma ferramenta fundamental nesta abordagem: alinha os interesses do indivíduo com os da organização, ajuda-o a integrar os seus objetivos pessoais e profissionais, e orienta-o na aquisição de instrumentos que o tornam mais produtivo e eficaz. O coaching pode ser definido como um sistema de métodos e técnicas de caráter relacional, conduzido por um profissional especializado, que ajuda o indivíduo a identificar de forma sistemática os domínios em que pode aperfeiçoar o seu desempenho e a escolher e pôr em prática as ferramentas de aperfeiçoamento mais adequadas para o fim em vista. Por outras palavras, o coaching é indissociável do ‘empowerment’ do colaborador, que é em última análise o responsável pelo seu próprio desenvolvimento e a quem compete analisar o seu desempenho e tomar as decisões necessárias relativamente aos domínios a desenvolver e aos meios para o fazer, dentro das possibilidades oferecidas pela organização. Só assim se consegue fomentar o verdadeiro ‘engagement’, isto é, o comprometimento com a organização vivido não como obrigação mas como escolha e como pertença ativa em vez de indiferente.


A um outro nível, o coaching sustenta e enriquece a capacidade de liderança da organização: o ‘leader-coach’ é um líder mais completo, dotado de uma maior capacidade de influenciar positivamente o desempenho dos seus colaboradores, o funcionamento das equipas e a condução dos processos da organização. Apoiada no coaching, a liderança deixa de ser um mero processo de influência transacional para se tornar um ato de generosidade dirigido ao crescimento e à valorização dos colaboradores. 


Numa época em que, rodeados de tecnologia, tanto falamos em mudança de paradigma, esquecemo-nos que as organizações mais sustentáveis e competitivas são aquelas que mais investem nas pessoas. Por isso, acreditamos que o verdadeiro paradigma a mudar é o da organização desumanizada e mecanicista, criando em seu lugar uma outra centrada no primado da pessoa.
 

 

 

 

Sandra Raminhos
Partner

TalentShip - Human Capital Experience

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