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A Borboleta e a Liderança

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“Certo dia, um homem viu surgir uma pequena abertura num casulo. Sentou-se a observar o casulo na expectativa do que iria acontecer; como é que a borboleta conseguiria sair por um orifício tão apertado? Mas ao fim de pouco tempo pareceu-lhe ter deixado de ver qualquer progresso, como se a boroleta tvesse esgotado todas as suas forças e não conseguisse mais sair do casulo. Então resolveu então ajudá-la: pegou uma tesoura e rompeu o resto do casulo. A borboleta pôde sair com toda a facilidade... mas o seu corpo estava murcho e, além disso, parecia mais pequena que o habitual e tinha as asas amassadas.

 

O homem continuou a observá-la esperando que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que, também ele, iria crescer. Mas nada disso aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando como uma barata, com um corpo murcho e as asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar. Na sua gentileza e vontade de ajudar, o homem não compreendeu que o casulo apertado e o esforço para sair por aquela pequena abertura eram a prova necessária para a borboleta atingir a sua plena maturidade evolutiva.”

 

 

São tantas as funções que um líder tem que assumir no seu dia-a-dia dentro da organização que muitas vezes algumas ficam esquecidas, ou são exercidas uniformemente com toda a equipa, sem qualquer distinção. Esta uniformização pode ser justificada por falta de tempo, de coragem, de vontade, ou simplesmente pela imaturidade da sua própria liderança.

 

 Mas se o principal papel de um líder é atingir resultados através das pessoas, por que razão anda ele tantas vezes tão desatento das suas pessoas?

O exemplo da borboleta é frequentemente vivido dentro das organizações, e faz-nos refletir sobre a necessidade de distinguir as diferentes pessoas que compõem a equipa que lideramos e estar atentos às diferenças da capacidade entre cada indivíduo para atingir a sua meta ou resolver determinado problema.

O líder deve ser capaz de perceber em que estágio se encontra cada colaborador da sua equipa e aceitar que aprender e mudar leva tempo. A facilitação da aprendizagem que lhe compete proporcionar a cada membro da sua equipa tem de levar em conta o tempo, a maturidade de cada um, a sua vontade de progredir, e o próprio perfil da respetiva função; nem todos querem ou conseguem evoluir à mesma velocidade.

Motivar não significa queimar as etapas da aprendizagem, mas sim permitir que cada um se desenvolva ao seu ritmo. Não quer dizer que este ritmo não deva ser monitorizado e gerido para manter a necessária tensão, mas sempre de acordo com as características de cada um. Para que isso aconteça o líder deve agir como um coach, incentivando e facilitando o desenvolvimento de cada de acordo com a sua realidade e no seu contexto, sem confundir o que são as estratégias, os processos e os procedimentos gerais, com os objetivos e os caminhos individuais do crescimento de cada um.

Para o líder-coach, os “3P’s” (Participação, Perceção e Paciência) são uma ferramenta essencial na sua liderança da sua equipa e de cada um dos seus membros:

  • Participação – o líder deve estar por dentro as dificuldades, angústias, conflitos e problemas dos seus colaboradores, dedicando parte do seu tempo a ouvi-los e a orientá-los. Só assim conseguirá não só ajudá-los a atingir os seus objetivos individuais mas também a compreender melhor as dinâmicas da equipa e da organização.

  • Perceção – para isso, o líder deve estar atento e procurar os sinais não explícitos emitidos por cada colaborador e por toda a equipa. Esta capacidade de observação e de escuta permitem-lhe compreender melhor o contributo de cada indivíduo, mitigar os seus pontos fracos e potenciar os seus pontos fortes, e dessa forma valorizar a diversidade e a complementaridade em benefício de toda a equipa.

  • Paciência – o líder deve ter a visão e a maturidade necessárias para aceitar que tudo leva o seu tempo e que embora possa e deva puxar a corda, ela acabará por rebentar se a esticar em demasia.

Nem todos possuem estas três virtudes, mas podem aprendê-las. Não podem é exigir aos seus subordinados aquilo de que eles próprios não conseguem dar testemunho como líderes.

E acima de tudo não podem esquecer que grande parte do seu sucesso como líderes passa pela capacidade de criar, treinar e gerir uma equipa de pessoas diferentes – na maneira de ser, na idade, na cultura, no conhecimento, nas competências, na criatividade, nas aspirações, na capacidade de sacrifício, em tudo – e de orquestrar aquilo a que poderíamos chamar a “sinfonia da diferença”.

 

 

 

 

 

Cristina Cruz

Managing Partner

TalentShip - Human Capital Experience

 

 

 

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