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Que sentido faz investir na formação quando os trabalhadores são cada vez mais voláteis?

February 23, 2018

Infelizmente, ainda há organizações que se comportam segundo a máxima “se quiseres ter formação, tens de ficar na prisão”

 

Perante a tendência para uma passagem cada vez mais curta dos trabalhadores do conhecimento pelas empreas, muitos gestores interrogam-se sobre o retorno do investimento em formação, em tempo, dinheiro e recursos de gestão. Até há relativamente pouco tempo, mesmo nas economias mais desenvolvidas, a duração média do tempo de serviço numa dada empresa era de 10 a 15 anos – tempo suficiente para que esse retorno se materializasse. Hoje, porém, perante um mercado de talento mais competitivo, oportunidades mais frequentes, e a própria emergência de uma “cultura de mobilidade” que equipara a estagnação uma permanência mais longa na mesma empresa, aquela duração está a reduzir-se para 2 ou 3 anos. Perante isto, vale a pena investir na formação? Haverá tempo para que ela produza um retorno aceitável?

 

Há fortes argumentos para afastar estas dúvidas e considerá-las infundadas. Uma resposta possível está, evidentemente, na mudança do próprio modelo de formação, que tem de evoluir no sentido de uma oferta mais personalizada, mais específica e mais just-in-time, o que implica uma operacionalização mais flexível e versátil; felizmente, quer as tecnologias disponíveis quer os próprios paradigmas didáticos e metodológicos oferecem soluções adequadas para este problema. Mais importante do que isso, porém, é aquilo a que podemos chamar o “paradoxo da fidelização pela empregabilidade”: todos os estudos demonstram que quanto mais uma organização investe na formação dos seus trabalhadores e aumenta a sua “empregabilidade” – ou seja, incrementa as competências que os tornam mais atrativos no mercado e, em princípio, mais propensos a procurar outros empregos – mais longa é a sua permanência ao serviço dessa organização. Foram adiantadas várias explicações para este fenómeno, mas a mais consensual é a de que a oferta de formação (e o consequente incremento da empregabilidade que ela confere) geram a expectativa de mais formação (e logo de ainda mais empregabilidade) se o trabalhador continuar ao serviço da organização, protelando indefinidamente a intenção de mudar(1).

 

É por isso que, de acordo com a Fortune, as “100 Melhores Empresas para Trabalhar” a nível mundial oferecem o equivalente a 66.5 horas de formação por ano aos seus trabalhadores com vínculo de trabalho dependente.

 

 

(1)Note-se a analogia comportamental com o fenómeno da deflação, em que a expectativa da continuada descida de preços leva a protelar as decisões de consumo – muito embora, ao contrário do que se passa numa espiral deflacionária – no caso da formação o efeito seja virtuoso.

 

 

Ver também:

http://www.business2community.com/human-resources/employees-resign-taking-advantage-company-paid-training-01445755#IFrAtudpBUORA2xE.97

 

 

 

 

 

 

João Feijoo

Partner

TalentShip - Human Capital Experience

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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